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Mel é uma substância doce produzida pelas abelhas a partir do néctar das flores. |
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É uma substância natural composta de água e açúcares (glicose e frutose), produzida pelas flores como atrativo |
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Em 100 gramas de mel (com 328 calorias) você encontra 17,2% de água, 0,4 a 0,8% de proteínas (aminoácidos), 81,3% de açúcares, entre eles 38,19% frutose, 31,28% glicose, 5,0% sacarose, 6,83% maltose e outros dissacarídeos, o resto amido e outros polissacarídeos. A eles se agregam 3,21 mg de vitaminas, sais minerais, oligoelementos, substâncias bactericidas, como segue: 3,5 mg de vitamina C, 5 mg de sódio, 10 mg de potássio, 5 mg de cálcio, 6 mg de manganês, 0,6 mg de ferro, 16 mg de cobre, 33 mg de fósforo, 5 mg de enxofre e outras substâncias em ínfimas quantidades, mas com efeitos certos a favor do organismo. Também estão presentes no mel outras vitaminas importantes, tais como: tiamina (vit. B1), riboflavina (vit. B2), piridoxina (vit. B6), ácido nicotínico (vit. PP), ácido pantotênico e ácido fólico. |
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O mel tem efeitos positivos sobre a nutrição, favorecendo a assimilação do cálcio, a digestão dos alimentos e a retenção do magnésio, além de aumentar o apetite. É ligeiramente laxativo, auxilia no crescimento, aumenta o teor de hemoglobina no sangue e o vigor muscular, além de apresentar efeito febrífugo. Méis fortemente aromáticos são usados como calmante. O mel também é utilizado em infeções bucais e intestinais e favorece a diurese. Recentemente, foi descoberto que os méis possuem substâncias antioxidantes que retardam a deteriorização dos alimentos. |
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Para se ter uma idéia do valor nutritivo do mel, uma colher de sopa corresponde às seguintes quantidades, individual de cada um, destes alimentos: 2 bananas; ½ maçã; 2 laranjas; 150 gramas de uva; 2 ½ ovos, 200 ml de leite; 40 gramas de queijo; 100 gramas de nozes; 50 gramas de pão; 100 gramas de carne; 150 gramas de peixe; 45 gramas de cenoura ou 300 gramas de ervilha. |
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As abelhas mais produtoras de mel que nós temos são da espécie Apis mellifera africanizada, que aparecem com freqüência em padarias e sorveterias. Essas abelhas não são nativas do Brasil. São resultantes do cruzamento de abelhas Apis mellifera, trazidas da Europa, com abelhas da raça africana que foram introduzidas em 1956 com o intuito de aumentar a produção de mel através de cruzamentos selecionados. Com menos freqüência, encontramos no comércio outros méis que possuem características diferentes das dos méis de Apis, como o das abelhas nativas sem ferrão, pertencentes à subfamília dos Meliponídeos, sendo o mais apreciado o da abelha Jataí. |
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Os méis das abelhas Jataí, assim como o de outras abelhas nativas, têm como característica principal a elevada taxa de água. A umidade do mel de jataí é em torno de 27%, enquanto a umidade dos méis de Apis é em torno de 17 a 20%. Os valores de pH, acidez e quantidade de cinzas também são maiores nos méis de jataí. Esses méis raramente são encontrados no comércio porque essas abelhas produzem pequena quantidade de mel. Alcançam altos preços, pois (além de raros) são considerados medicinais. |
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O mel é saborosíssimo e muito menos enjoativo que o mel da abelha Apis. Considerado como um delicioso licor, é um mel de textura fina, de sabor meio ácido, isto é, azedinho, e tido como medicinal segundo pesquisas, e pela cultura popular que o usa para tosse, bronquite, catarata e como cicatrizante em feridas. Pesquisas feitas por cientistas renomados, como M. Gonnet, Pierre Lavie e Paulo Nogueira Neto (1964) mencionam a presença de antibiótico nos méis de Meliponídeos. Um trabalho muito importante sobre a ação antibacteriana dos méis de Meliponídeos foi realizado pelas Dras. Marilda Cortopassi Laurino e Dilma S. Gellis (1991), no Instituto Adolfo Lutz em São Paulo. Essas pesquisadoras examinaram 14 amostras de méis de Meliponídeos inclusive o mel de Jataí, constatando uma ação antibacteriana superior ao mel de Apis mellifera. Este mel não possui sacarose, sendo essencialmente composto por 45% de Levulose (frutose), 28% de Dextrose (glicose) e com uma umidade de 27%, por isso, mais fino e liqüefeito em relação ao mel de Apis que possui cerca de 18% de umidade. |
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Dependendo da flor ou das flores onde as abelhas coletaram o néctar, este estará impregnado com o pólen das próprias flores. Então, quando se observa o mel ao microscópio, podem ser identificados os grãos de pólen das flores que foram visitadas na coleta do néctar. Como regra geral, nessas análises, pólens com maior porcentagem de presença, serão os indicadores da origem das plantas que forneceram maior quantidade de néctar na composição final desse mel. Os apicultores não precisam dessa sofisticação para saber a origem floral do mel, pois eles colocam as colméias em plantações de laranja, eucalipto, matas, cerrados entre outras; sabendo, portanto, a origem do mel. |
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Somente testes físico-químicos podem atestar a pureza do mel. É aconselhável comprar o mel de pessoas idôneas estabelecidas e nunca de ambulantes. Méis com abelhas no seu conteúdo, méis que ficam ao sol em exposição nas estradas ou ainda em potes ou vidros reutilizados não são dignos de confiança quanto a qualidade. |
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Nos lugares de clima frio ou temperado o mel cristaliza com mais rapidez, enquanto nos climas quentes as pessoas até desconhecem esta característica do mel. Outros fatores são a umidade e a florada. O mel de laranjeira demora as vezes anos para cristalizar; já o de eucalipto chega a cristalizar dentro do próprio favo na época de inverno. |
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O ideal é consumir o mel cristalizado, já que é mais fácil passá-lo no pão. Mel com manteiga é delicioso. Pode-se também substituir a manteiga pela pasta de gergelim (tahine) encontrado nas casas de produtos naturais e que possui nível de colesterol zero. O mel com tahine é nutritivo, saudável e igualmente delicioso. Se houver necessidade de tornar o mel líquido, basta aquecê-lo em banho-maria, tomando-se o cuidado de não deixar a água ferver, pois a temperatura elevada prejudica o sabor e as propriedades nutritivas do mel. |
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Dois fatores fundamentais estão associados à fermentação do mel: altas taxas de umidade e grande quantidade de leveduras que são capazes de se desenvolver no mel. O mel quando colhido "verde", ou seja, não totalmente operculado, ou ainda quando é processado em locais muito úmidos, absorve água aumentando a chance das leveduras se reproduzirem. Méis com taxas de umidade acima de 20% estarão sempre sujeitos à fermentação, enquanto os méis com taxas abaixo de 18% não terão qualquer chance de sofrer esse processo. |
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É o mel livre de contaminadores químicos, os quais poderiam ter sido, eventualmente, aplicados na região da colméia, nas flores onde a abelha coleta o néctar, ou ainda Ter sido aplicados dentro da própria colméia com o intuito de diminuir ou eliminar parasitas das abelhas. No Brasil, cuja produção de mel é feita predominantemente com a Apis mellifera africanizada, uma abelha mais agressiva e mais resistente aos ácaros parasitas (varroase), praticamente não ocorre a contaminação do mel com produtos aplicados na colméia. |
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Sim, méis escuros possuem maior quantidade de sais minerais, entretanto exceções são encontradas. O mel de cana de açúcar é um bom exemplo de mel rico em sais minerais e ferro, muito indicado por médicos e nutricionistas para o tratamento de pessoas anêmicas. |
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A medicina popular diz que méis da florada de eucalipto são ótimos para as afecções do trato respiratório, tosse, resfriado e gripe. Já os méis de laranja estão associados ao combate de afecções do sistema neurológico, atuando como calmante e desintoxicante, além de ser um ótimo digestivo. Mel de assa-peixe é tônico, depurativo do sangue e ligeiramente diurético. O mel de cipó-uva desintoxica o fígado e combate os efeitos do álcool; é indicado no tratamento de hepatite. |
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Sim. Pessoas diabéticas com altas taxas de açúcar não são aconselhadas a consumir mel sem rigoroso controle médico. De modo geral, os médicos indicam o uso de mel para crianças, mesmo recém-nascidas, porém, para alguns médicos, pesquisas realizadas em outros países evidenciaram a probabilidade do mel ser transmissor do botulismo infantil. Tais pesquisas, embora ainda não tenham sido realizadas no Brasil, mostraram que essa possibilidade existe em qualquer lugar que se produza mel. |
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As abelhas produzem, além do mel, a geléia real, a própolis, a cera e a apitoxina, extraída do veneno das abelhas. O pólen não é um produto das abelhas, mas sim, o resultado de seu trabalho de coleta nas flores. |
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A geléia real é uma secreção das glândulas hipofaringianas das abelhas jovens para nutrir as outras abelhas em fase larval e a rainha que a recebe durante toda a sua vida. Maior longevidade, tamanho e fertilidade da rainha em relação às operárias atribui-se ao consumo da geléia real. A geléia real contém altos níveis de proteínas (6 vezes mais que o leite), sais minerais (superior às frutas), carbohidratos, lipídeos, vitaminas (12 a 16 vezes superior ao pólen) e hormônios. A presença de acetilcolina regula a pressão arterial e é auxiliar na transmissão das mensagens nervosas entre as células. Dentre os aminoácidos que possui, 8 estão na categoria essenciais. A vitamina E em conjunto com hormônios sexuais estimula a atividade sexual. A presença de ácido pantotênico combate a queda de cabelos, insônia, agitação nervosa, alem de problemas digestivos e intestinais. Na Europa tem sido utilizada no tratamento de arteriosclerose, úlcera duodenal e estomacal, doenças do fígado, atraso do desenvolvimento físico e intelectual de crianças e nos casos de enfraquecimento geral do organismo após doenças ou conseqüências do envelhecimento. Tem ação preventiva contra o envelhecimento precoce. É eficaz nos casos de anemia. Euforizante, é consumida por pessoas neurastênicas, depressivas, impotentes e astênicas. |
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Sabe-se que as abelhas coletam as resinas nas fendas e brotos de árvores. Adicionando secreções salivares e cera a essa resina, as abelhas obtêm a própolis, usada na colméia com finalidade de vedação e proteção contra enfermidades e ataques de organismos estranhos. Por esse motivo a própolis ossui propriedades efetivas contra bactérias, vírus, fungos e tem sido usada como anestésico. |
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A cera é secretada por glândulas na parte ventral do abdômen das abelhas Apis, e é usada para construir toda a estrutura da colméia. O homem aproveita a cera em cosméticos, medicamentos, cera para depilação, pintura de tecidos (batik), marcenaria, entre outras utilidades. |
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A apitoxina é o composto ativo do veneno das abelhas, liberado quando o inseto ferroa as pessoas ou animais. O ferrão é seu instrumento de defesa contra agressões ao ninho e às abelhas.O veneno é liberado juntamente com o feromônio de alarme (Isopentilacetato) que alerta as outras abelhas da colônia sobre a presença de intrusos. Para produção comercial, o veneno é coletado quando as abelhas são obrigadas a passar sobre uma placa de vidro conectada a baterias elétricas. A corrente estimula a abelha a protrair o ferrão e liberar mais ou menos 0,02 mg de veneno, que, secando rapidamente, será raspado posteriormente. A apitoxina é constituída principalmente de enzimas, proteínas e peptídeos; aminas ativas como histamina e dopamina, além de aminoácidos. O veneno é usado em preparações farmacêuticas nos tratamentos de artrites, reumatismo, sinusite e na dessensibilização de pacientes alérgicos a picadas de abelhas. |
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As abelhas coletam pólen das flores porque ele é sua fonte protéica e de muitos aminoácidos diferentes. O valor terapêutico do pólen para o homem está associado ao seu valor protéico. O pólen aumenta a taxa de glóbulos vermelhos e combate o esgotamento físico e mental; atua nas constipações com anomalias da flora e na regularização intestinal. Nos homens favorece a virilidade e previne doenças da próstata e nas mulheres auxilia o equilíbrio hormonal. |
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A atitude correta é solicitar ajuda do Corpo de Bombeiros ou de Centros de Zoonoses, que geralmente possuem pessoas treinadas para essa finalidade, ou então procurar algum apicultor experiente. Na maioria dos casos,as abelhas e as estruturas da colméia são transferidas para uma caixa racional e transportadas para locais apropriados, como apiários afastados de centros urbanos.Menos freqüentemente,quando a transferência é impossível,as colônias são eliminadas.Os bons técnicos na coleta de enxames sempre indicam as medidas preventivas que devem ser tomadas para que outro enxame não se instale no mesmo local.Qualquer resto de estrutura da colméia é um atrativo para novos enxames se reinstalarem. |
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A maior contribuição que as abelhas oferecem é a sua atuação como polinizadoras, favorecendo o tranporte do pólen entre as flores, produzindo frutos e sementes. Além de haver espécies de abelhas que podem ser criadas pelo homem, as abelhas sociais têm ainda outra grande vantagem sobre os outros insetos polinizadores: ao contrário desses insetos,cada abelha da mesma colméia procura as flores da mesma espécie vegetal enquanto esta se mostrar atraente, favorecendo, dessa forma, a dispersão direcionada do pólen e aumentando a eficiência da polinização. |
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